Voa Anjo, voa!
Senti o mundo a ir-se embora, não corri atrás, não me tornei capaz de caminhar. Fiquei estática. Não pensei. Solucei. Não me importou se ficava ou se ia embora também. O mundo levou-me com ele, deu-me umas asas brancas e fez-me voar. Não pensei em nada, deixei-me levar. Decerto que, afinal, eu fazia parte desse mundo.
Ouvi uma voz que me disse 'ESPERA' e eu olhei para trás e, de repente, caí. Não me lembro de mais.. Recordo-me apenas de acordar deitada na minha cama, coberta por um pedaço de pano e, por entre o barulho dos pássaros, ler baixinho 'acabou o sonho, agora é a hora de acordar.. acabou anjo'. Perguntei-me repetidamente 'Porquê?' e ainda hoje quando abro olhos, tal e qual como naquele dia, volto a pensar e a interrogar-me novamente. Não consigo perceber. No fundo do meu peito existe uma revolta. Cá no fundo vive uma angústia e um desespero de não ter conseguido impedir tudo isto. Por aí dizem que estava escrito. Outros dizem que foi o "destino". E ainda existem aqueles que teimam em afirmar que nada poderia ter sido feito para haver salvação. Eu mantenho-me na minha fraca ou forte convicção. Eu ainda acredito que podia ter sido diferente. Eu, que vejo e penso como todos os outros seres humanos, continuo a ter cá dentro a ideia de que deixaram aquele coração desistir. Foi forte. Mostrou toda a força de que sempre foi rei até ao último minuto. Deu os pequenos sinais que precisava de dar. Até ao fim mostrou o sentimento. Pensou, muitos julgam que não, mas pensou. Acreditou. Mostrou que era capaz. Deu tudo por tudo. Quando já todos diziam que não, ele mostrou que sim. Voltou a tentar. E, por fim, desistiu. Cobardia? Nunca fez parte daquele coração. Chamo-lhe Amor. Chamo-lhe Carinho e Afecto. Porquê? Aquele peito não suportava sofrimento, suportava apenas sorrisos. Suportava um bom momento. Suportava a alegria contagiante. Sabia que no fim de tudo, a alegria já não iria estar presente. As lágrimas iriam ser constantes. Os olhares, os momentos e tudo o que sempre conseguiu viver, iam deixar de existir, pouco a pouco. Assim, quis pôr um Ponto Final definitivo na dor. Fechou o livro dele e partiu. Mas, não deixou nenhuma página por escrever. Deixou apenas o livro por acabar. De resto, escreveu palavra a palavra sempre com um sorriso pronto para oferecer.
Acabou, acabou e realizou um dos seus desejos. Voou.
Ouvi uma voz que me disse 'ESPERA' e eu olhei para trás e, de repente, caí. Não me lembro de mais.. Recordo-me apenas de acordar deitada na minha cama, coberta por um pedaço de pano e, por entre o barulho dos pássaros, ler baixinho 'acabou o sonho, agora é a hora de acordar.. acabou anjo'. Perguntei-me repetidamente 'Porquê?' e ainda hoje quando abro olhos, tal e qual como naquele dia, volto a pensar e a interrogar-me novamente. Não consigo perceber. No fundo do meu peito existe uma revolta. Cá no fundo vive uma angústia e um desespero de não ter conseguido impedir tudo isto. Por aí dizem que estava escrito. Outros dizem que foi o "destino". E ainda existem aqueles que teimam em afirmar que nada poderia ter sido feito para haver salvação. Eu mantenho-me na minha fraca ou forte convicção. Eu ainda acredito que podia ter sido diferente. Eu, que vejo e penso como todos os outros seres humanos, continuo a ter cá dentro a ideia de que deixaram aquele coração desistir. Foi forte. Mostrou toda a força de que sempre foi rei até ao último minuto. Deu os pequenos sinais que precisava de dar. Até ao fim mostrou o sentimento. Pensou, muitos julgam que não, mas pensou. Acreditou. Mostrou que era capaz. Deu tudo por tudo. Quando já todos diziam que não, ele mostrou que sim. Voltou a tentar. E, por fim, desistiu. Cobardia? Nunca fez parte daquele coração. Chamo-lhe Amor. Chamo-lhe Carinho e Afecto. Porquê? Aquele peito não suportava sofrimento, suportava apenas sorrisos. Suportava um bom momento. Suportava a alegria contagiante. Sabia que no fim de tudo, a alegria já não iria estar presente. As lágrimas iriam ser constantes. Os olhares, os momentos e tudo o que sempre conseguiu viver, iam deixar de existir, pouco a pouco. Assim, quis pôr um Ponto Final definitivo na dor. Fechou o livro dele e partiu. Mas, não deixou nenhuma página por escrever. Deixou apenas o livro por acabar. De resto, escreveu palavra a palavra sempre com um sorriso pronto para oferecer.
Acabou, acabou e realizou um dos seus desejos. Voou.
Brilha nesse lugar, e lembra-te sempre de nós.

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